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Maria
Modesto Cravo
Antônio
Lucena
Foi
discípula de Eurípedes Barsanulfo, “O Apóstolo de Sacramento”, e como
tantas outras criaturas foi encaminhada ao trabalho de amparo e de regeneração,
graças à sua mediunidade, realizando tarefas missionárias nos dois Planos
de Vida, material e espiritual.
Maria
Modesto Cravo nasceu na cidade de Uberaba (MG), no dia 16 de Abril de 1899.
Seus pais eram de formação católica e a encaminharam para esta religião.
Consorciou-se, aos 17 anos com o Sr. Nestor Cravo, em 1916. No ano seguinte
transferiram residência para Belo Horizonte, quando sentiu os primeiros fenômenos
mediúnicos em forma de obsessão, trazendo grandes problemas e preocupações
para a família. O esposo, a conselho mediúnico, resolveu retornar a
Uberaba. Seu pai, João Modesto, sugeriu que ela fosse levada a Sacramento
para uma consulta com Eurípedes Barsanulfo.
Foi
diagnosticado que o seu mal provinha de espíritos sofredores. Teria que ser
submetida de imediato a um tratamento espiritual e físico. Seu organismo
estava muito debilitado.
Com
o tratamento de preces e passes, água fluidificada e a leitura de “O
Evangelho Segundo Espiritismo” em poucos dias Maria Modesto Cravo
apresentava um quadro animador. Com Eurípedes, começou também o seu
desenvolvimento mediúnico, sendo logo convocada a trabalhar na equipe de médiuns
no serviço de curas, o que ela aceitou com muita humildade. Eurípedes a
aconselhou a regressar a Uberaba, retomando sua vida no lar e colaborando
com o Movimento Espírita.
Assim
iniciou sua colaboração em uma Casa Espírita daquela cidade do Triângulo
Mineiro assistindo aos necessitados de todas as maneiras. Em casa,
discretamente começou a atender abnegado serviço de receituário, servindo
de intermediária de médicos da Espiritualidade.
Em
janeiro de 1919 foi fundado o “Pronto Socorro Bezerra de Menezes”, na
Rua Bernardo Guimarães, também em Uberaba, cujo prédio ainda hoje existe.
Três vezes por semana havia uma reunião de desenvolvimento mediúnico,
onde os Espíritos, através dela, e de outros médiuns, assistiam a
diversos enfermos, com doutrinação de desencarnados autorizados a comunicação.
Até
então ela era médium passista e de cura, com a imposição das mãos. Na
inauguração do Centro Espírita de Uberaba, houve significativo fato: o
desabrochar de suas faculdades psicofônicas. Na primeira comunicação o
Espírito se identificou como Ismael. A Diretoria da Instituição zelosa,
resolveu consultar a Federação Espírita Brasileira. A resposta foi
positiva, e do próprio Ismael, confirmando a comunicação, para alegria de
todos.
Depois
se seguiram centenas de comunicações de Espíritos acrescentando detalhes
de suas vidas, identificações que não deixavam qualquer dúvida.
Em
1922, no Centro Espírita de Uberaba iniciou-se a celebração do Natal dos
Pobres. Milhares de crianças eram mimoseadas com brinquedos e guloseimas. O
trabalho foi estendido aos cegos, aos hansenianos e aos presidiários e suas
famílias.
Em
virtude do grande número de obsidiados e de portadores de insanidade
mental, surgiu a idéia de construção do Sanatório Espírita de Uberaba,
que tem prestado serviços inestimáveis à comunidade de Uberaba e adjacências.
Sua
inauguração foi no dia 31 de dezembro de 1934. O Pronto Socorro “Bezerra
de Menezes” fundiu-se com o Sanatório unindo-se todos os seus
trabalhadores.
Desde
a fundação do Sanatório, Maria Modesto Cravo vinha se prontificando a
intermediária aos trabalhos de cura, na doutrinação de espíritos
sofredores ou marcando a presença dos Mentores Espirituais, que transmitiam
instruções, conselhos e orientações. Nesse trabalho recebeu a ajuda do
dedicado médico Dr. Ignácio Ferreira, outro companheiro de atividades
missionárias em Uberaba.
Ela
se dedicou também à evangelização das crianças e dos jovens, em todas
as faixas etárias, muitos dos quais são seus seguidores na atualidade.
Em
junho de 1964, a conselho médico, transferiu-se para Belo Horizonte, em
tratamento de saúde. Dois meses depois agravou-se o seu estado geral e no
dia 08 de agosto retornou à Espiritualidade. Sua obra, porém, continua
propiciando os melhores frutos de uma vida inteiramente devotada ao bem.
Texto
extraído do Jornal Mundo Espírita - setembro/2000 - n. 1394 - Ano LXVIII-
Curitiba - Paraná
Transcrição
feita por: Carmen Lucia
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